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quarta-feira, abril 13, 2005

ÀS VEZES...

...Sinto-me na eminência de explodir.


Não que isso seja necessariamente mau.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

REPOST

Porque também tenho saudades de saber escrever assim...

AQUELAS PEQUENAS COISAS

Gosto das noites de Inverno, das manhãs de Verão, dos fins de tarde de Outono, sempre acompanhado da Primavera. Que és tu.

De me embrulhar num lençol contigo, fechar portas ao mundo e poder disfrutar-te devagar, com tempo, que tantas vezes escasseia.

De ir ao castelo, e lá do alto, olhar em redor e ver os rios que se cruzam e se fundem num só. Como eu gostaria de me tornar contigo. Um só.

Ouvir a trovoada e a chuva lá fora. Eu abraçado a ti, dando-te o meu calor. E sentir-te aconchegada ao meu peito.

De passeios no campo, de mãos dadas, acompanhados apenas de felicidade e de sonhos.

Uma viagem de carro, contigo ao lado. Sem destino, apenas pelo prazer de estarmos juntos.

Gosto de me divertir contigo. De ver-te dançar. De ver os teus olhos procurarem-me, no meio da multidão. E do brilho que eles têm quando me descobres.

Gosto de ver os contornos do teu corpo nu e saber que me desejas.

Sou chato. Mas que queres?
Gosto destas pequenas coisas.

quarta-feira, outubro 06, 2004

NÃO SEI SE VOCÊS SABEM...

Mas eu tenho andado muito por aqui...

sábado, setembro 04, 2004

UM FINAL...

Ico, é como se chama. Um diminutivo de José Francisco. Um amigo. Daqueles fiéis. Daqueles a sério. Daqueles que dói perder...
E, mesmo não acreditando ainda, perdi-o.
Na puta da madrugada de dia 2, com a merda de um problema cardíaco.
Tinha apenas 32 anos. Era casado, com dois filhos. Um de 6 e um de 2.

Compincha, amigo de toda a gente. Era conhecido dos 2 aos 90 anos, em Barrancos. Companheiro incansável de horas e dias de diversão, trabalho, alegrias e tristezas.
Uma figura incontornável na vila.
Juro que ainda me espanto por não terem dado a notícia na TV.
Silenciou toda uma vila, todo um povo e muitas gerações. A dor foi de nós todos. Miúdos e graúdos.

Era um bem disposto, sempre alegre, sempre a rir. Não se lhe conhece um único inimigo.
Um mouro de trabalho. Tinha acabado de concluir a sua casa, enorme, bonita. O seu orgulho, o seu sonho. Mas tinha sempre tempo para os amigos.
Nas festas, o peditório parou e entraram os festeiros todos dentro da sua nova casa, com a Santinha e a todos deu de comer e de beber.

São situações destas que nos fazem pensar: Para quê o esforço? Foda-se!
Um gajo nasce nú e daqui só leva um fato.
Para quê discussões, chatices, inimizades, maldades, invejas, egoísmos?
Não ganhamos nada com isso. Fica cá tudo...

O que me dói é que perdemos todos um ser espectacular. Um dos bons. Sabem?!
Um amigo.
E esta homenagem que lhe presto, não é nem um milésimo de avo daquilo que ele realmente merece. É apenas uma tentativa de o tornar imortal. Porque a minha recordação só, não me chega...

Já tenho saudades, Ico!

UM RETORNO

Voltei de férias. Acabou-se a papa doce, como se diz. Segunda-feira volto ao trabalho...E volto aqui...

domingo, agosto 08, 2004

1 ANO DE ENCALHADO

Começou assim no dia 7 de Agosto de 2003:

O ENCALHADO

A quem um dia ler isto...

Um ser encalhado, é um ser sózinho, que encalhou e não sabe para onde se virar, são as suas histórias e os seus sucessos e insucessos que vão reger este blog.

Nota do Editor:Eu comparava isto ao Diário de Adrian Mole, mas numa vertente mais pesada e menos optimista...veremos o que sai daqui!Bem hajam, amigos!

posted by Encalhado @ 17:34


Era uma quinta-feira, depois do trabalho. Já tinha tido uma experiência como blogger no Beldroegas, que a minha amiga Sara, se encarrega de manter. Mas apetecia-me outra coisa. Algo só meu. Onde pudesse despejar aquilo que muitas vezes senti, mas que não tive coragem de dizer ou de assumir.

Foi, de início, um escape. Um "posso dizê-lo aqui, que poucos sabem que sou eu."

Há muita realidade aqui. Muita. Umas vezes exagerada, outras diminuida. Mas presente, sempre.
Depois, chegou o prazer da criação. O de acabar um texto, olhá-lo e saber que é meu. Que o criei. Que chegou a alguém, que leu, que criou reacções, que tocou esse alguém. É daquelas coisas que mais me espantou nos blogs. Pessoas comuns, que escrevessem com tanta imaginação, qualidade, motivação, dedicação (que é preciso muita), é espantoso sabermos que há tanta gente com tanto para dizer. É bom. Sabe bem fazer parte de vocês.

Um agradecimento especial ao João, um dos meus primeiros leitores e ao Al, que me deu o mais belo dos comentários e dedicou um post só para dizer que apreciava aquilo que eu escrevia.

Agradeço também a todos os 17800 que, de uma maneira ou outra, vieram dar um pulinho aqui.
Obrigado! Muito! Vocês sabem quem são...

quarta-feira, julho 28, 2004

HOJE, NÃO RESISTI
 
Hoje, nem sei o que se passou na minha cabeça. Acordei de decisão tomada. Não sei se sonhei, o que quer que tenha sido, fez-me acordar decidida.

Cheguei onde eles estavam, explodindo em câmara lenta. Interiormente. Enojada. 
Por fora, parecia ausente, dispersa, calma, sorridente. Meu Deus, o que nós conseguimos disfarçar. 

Entrei, decidida. Olhei-os. De novo o nojo me invadia. A ferida aberta, latejava, chorava. Confrontei-os. Chamei-lhes tudo. Tudo. De alto a baixo. Não ganhei nada. Mas sem saber porquê senti-me muito melhor. Isto tinha de ser feito. Libertado. Confrontado. Enfrentado.

Já está.
Hoje, não resisti.
Agora, é seguir caminho e esquecer... 

segunda-feira, julho 26, 2004

AMAR

"Imensidão que tolero em espaço curto. Que parece encher, mas que esvazia. Que acalma enervando.

E não me apetece estar em mim.

Já tinha escrito que há vezes que não queremos ser o que somos, que nos apetece escapulirmo-nos da nossa pele e ver o mundo à distância. Sem sentirmos. Sem morrermos.

Nunca se consegue.
Temos de viver o que somos. Viver o bem e o mal, o tudo e o nada. O todo.
Amar é a melhor sensação do mundo. Todos vocês que (ainda) acreditam sabem disso. Eu disse uma vez, que amar não implica esforço.

Menti.

Amar é sangue. Amar é dor. Amar é fogo."
 
(Autor anónimo)  

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