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domingo, novembro 30, 2003

E DE CARRO...

E de carro me sinto feliz...
E de carro vagueio, me ausento e me sinto...

Que falta me fazes.
É a tua voz, o teu calor, o teu riso.
Teus olhos, meus olhos, em sorriso,
felizes e em busca um sítio mais, para conhecer e descobrir.

Porque quem sente ama e quem ama sente.
E o amor, aquele quente e tudo o que sentimos,
Mais não é, de ausente,
Que um afago, um abrigo e um abraço.

E um beijo que, perdido, te encontra.

Diz-me que te encontrou,
E eu sorrio de contente.

sexta-feira, novembro 28, 2003

NOITES

Fecho a porta e dispo-me. Sózinho, em silêncio. Descalço os sapatos, tiro as calças, tiro as meias.
Dispo a camisola, desaperto a camisa, dispo-a.

Abro a porta. Vou à casa de banho. Lavo-me. Seco-me. Lavo os dentes. Vejo se está tudo em ordem. Fecho a luz.

Volto ao quarto.
Que me parece soturno. Frio. Isolado.
Olho para a prateleira. Escolho o que hei-de ler. Hoje será um nadinha do Grass.
Ligo a TV cuja imagem nasce já no Canal História. Serve para embalar. Aquela voz monocórdica.

Deito-me. Agarro o livro e tento ler. Não consigo. Não será do sono. Mas da falta que me fazes. Do quanto te quero nos meus braços, agarrada ao meu peito.
Não estás aqui. E nem te apercebes da falta que me fazes. Nunca te aperceberás. Porque quando aqui estiveres essa falta foi preenchida e eu...

...estarei contente. De sorriso nos lábios.

Por estar feliz...

quarta-feira, novembro 26, 2003

ELA. SEMPRE ELA...

Nasce o dia.

Devagarinho.

Ele senta-se na mesa que tem na varanda e dá-se ao luxo de saborear os raios deste sol de inverno que cegam, e aquecem.

Beberricando o seu café, com gulodice, saboreia a imagem que nunca viu, e o sentimento que nunca antes tinha sentido.
Saboreia a conversa que teve, os sorrisos que deu e as gargalhadas que ouviu. E só lhe apetece beijá-la.

A ela. Sempre ela...

E sente-se feliz. Contente.
E sente que alguém o quer.
Que pertence a qualquer lado e a alguém.

A Ela. Sempre ela.

Ela, que lhe inunda os pensamentos.
Ela que lhe transmite calor, como os raios que nascem e lhe aquecem o corpo. E a alma.

Ele bebe o seu café, de manhã cedo, pensando:
- Ela, sempre ela...

E sorri...

terça-feira, novembro 25, 2003

UM ATÉ JÁ...

Foi o que ouviu, antes de desligar o telefone, só lhe apetece chorar. Não percebe porquê. Apetece-lhe.
Uma onda de calor enche-lhe o peito, sobe devagarinho, crava-se na garganta e enrola-se num nó.

Num nó apertado, gigantesco, que ele não consegue engolir. E ele esforça-se a todo o custo, para mandá-lo novamente lá para baixo.
Uma, duas e três vezes, continuamente, tenta afastar a dor que lhe amordaça a garganta.

Até que repara na sua vista turva, de lágrimas. Prestes a rebentar e a cair cara abaixo. Quase nem se mexe, para que elas não caiam e que não lhe dêem a certeza da dor que sente.

Porque percebe que não é só dor, que é algo que lhe vem lá do fundo. Da alma.
Um desespero, uma saudade, uma falta. E tenta inutilmente, fugir-lhe.

Não consegue. A dor é mais forte e mais rápida que ele, antecipando-lhe os movimentos. Até que desiste e se deixa levar.

E é então que se liberta e chora.

E sente-se aliviado, enquanto as lágrimas quentes vão arrefecendo pescoço abaixo e ele soluça para longe a sua má sorte.

segunda-feira, novembro 24, 2003

AMANHÃ É SEMPRE LONGE DEMAIS

Pois...porque sim...porque me apetece. Mais uma vez...
E é tão bonita esta música...

Pela janela mal fechada

entra já a luz do dia

Morre a sombra desejada

numa esperança fugidia

Foi uma noite sem sono

entre saliva e suor

Com um travo de abandono

e gosto a outro sabor

Dizes-me até amanhã

que tem de ser que te vais

Porque amanhã sabes bem

é sempre longe demais

Acendo mais um cigarro

invento mil ideais

só que amanhã sei-o bem

é sempre longe demais

Pela janela mal fechada

chega a hora do cansaço

vai-se o tempo desfiando

em anéis de fumo baço


Rádio Macau

EM NOME DOS VELHOS(?!!) TEMPOS

Depois de uma conversazinha acerca da UCP, só me apetece gritar um grito de outrora:

CSC RULAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

E mai´nada...

REGRESSO AO PASSADO

Acabei de descobrir que sou lido na minha ex-universidade...
É bom saber isso...

Tu, que estás na UCP, um abraço ou um beijo grande, e avisa aí a D. Maria José, desse bloco dos computadores e as senhoras do bar (se forem as mesmas) que tenho saudades!!

Muitas!! Muitas mesmo!

sábado, novembro 22, 2003

FINS DE SEMANA

Fazes-me falta e nem sei como, nem porquê.
Fazes-me falta e sinto-a...como se o coração se me partisse em bocadinhos, de cada vez que me despeço de ti...

Desculpa, é só um assentir de sentimentos, um abrir dos meus olhos...

Amo-te!

sexta-feira, novembro 21, 2003

SEMPRE TU

Chego a casa. Cansado, depois de mais um dia de trabalho, onde parece que lidamos com miúdos numa escola, com aquelas tricazinhas de secundária e aqueles grupelhos que te olham de lado, sem teres feito qualquer mal. Nem me interessa. Nada.

Dispo-me e tomo um duche revigorante. Saboreio a água que cai sobre mim. Penso em ti. Sempre. Por mais que me tente concentrar noutras coisas. Tu. Sempre tu. Sorrio, ao lembrar-me de ti. Já nem estranho. É qualquer coisa de mágico. O sorriso abre-se, sem que sequer me aperceba disso.

Acabado o duche, seco-me, perfumo-me e visto-me. Como numa cerimónia, como se fosse a algum sítio importante.

Sento-me, de livro aberto, sem conseguir focar as palavras, é uma tentativa de abstrair-me, de tentar deixar de pensar em ti, um bocadinho que seja. Não consigo, este nervoso miudinho dilacera-me. Esta urgência não me deixa estar quieto, sossegado, descansado. A falta sobrepõe-se a tudo. Preciso da minha dose de ti. Para poder viver.

É então que surges e é então que vivo. Que o meu sangue borbulha, que a garganta se aperta e o som da minha voz sai.
Ouço-me a dizer: Amo-te! E sai do mais fundo da minha alma. De tão verdadeiro que dói. E mesmo assim, não é suficiente. Uma palavra apenas não consegue exprimir o que sinto.

Queria que pudesses entrar dentro de mim e sentisses o que sinto, a alegria que me trazes, esta felicidade que me domina o dia inteiro e a vontade constante que tenho de te enroscar, num abraço.

quinta-feira, novembro 20, 2003

RECADO

NEM PENSES!! NÃO!
NEM PENSES!!

Nem penses que vou estar duas semanas sem estar contigo!!

NEM PENSES!

PUDESSE EU...

Pudesse eu, e estaria a velar-te o sono, a tomar conta de ti. Ver-te a dormir, acariciar-te o cabelo, tapar-te.

Pudesse eu, e beijar-te-ia de maneira suave, devagarinho, como se de uma carícia se tratasse.

Pudesse eu, e riríamos juntos. Adoro a tua gargalhada. E os teus risos.

Pudesse eu, e estaria todos os dias a teu lado, levantar-me e deitar-me contigo e entre esse tempo bastar-me-ia olhar para ti.

Apetece-me estar contigo. Muito. Sabes isso...
Só que o raio da luva nunca mais me aparece...vinda do nada e trazendo-me tudo.

quarta-feira, novembro 19, 2003

GAITA!

Os comentários não funcionam!!
Pedia o favor de me comentarem para o mail...mas só no caso de vos apetecer mesmo e se acharem que vale a pena.

Que querem? Gosto de vos ler!!

Beijos e abraços!!


AI...

Ai...suspira o coração.
Por te ver tão perto. E tão inalcançável.

Como quando estamos na passadeira, de sinal encarnado e queremos
desesperadamente estar no outro lado e não podemos.
E apetece apressar o tempo e ele parece parar.

Os segundos tornam-se horas, os minutos tornam-se séculos e as horas, minha querida, são tormentos.

Ai, suspiro eu, enquanto desesperado, não consigo apanhar-te, por 3 minutos, que me fizeram tanta diferença.

Tentei e tentei e tentei e não consegui. De repente, vejo-me de lágrimas nos olhos, num desespero, olhando para o céu numa prece, sem saber que fazer.

Tendo apenas na garganta um nó que dói e que fortalece as lágrimas, que me correm cara abaixo. São amigas que aquecem e me fazem esquecer um nadinha, a saudade que me rói.

terça-feira, novembro 18, 2003

SONHO

Foste almoçar, deves estar mesmo a chegar...

E eu espero ansioso por ti, como sempre, numa pressa reticente, como quem não te quer largar...

Não sei como tudo isto nasceu, não sei...sei que sonhei que estavas a meu lado, a caminho de casa e acordei a sorrir para a janela do carro...

Ok...chama-me doido, aceito, sei que o estou...

É como nos filmes. Aqueles filmes que nos fazem ter esperança...
Tinhas de ser tu e tinhas de estar onde estás. Que se lixe!
Tenho tempo.

E fico aqui, no meu cantinho, sossegadinho, esperando por ti...

Come devagar, meu amor e não tenhas pressa, encontrei a minha alma gémea, e esperar-te-ei, minha querida, para sempre...

segunda-feira, novembro 17, 2003

De ti somente o nome, sei, Amor,
É pouco, é muito pouco e é bastante
Para que esta paixão doida e constante
Dia após dia cresça com vigor!

Como de um sonho vago e sem fervor
Nasce assim uma paixão tão inquietante!
Meu doido coração triste e amante
Como tu buscas o ideal na dor!

Isto era só quimera, fantasia,
Mágoa de sonho que se esvai num dia,
Perfume leve de um rosal do céu...

Paixão ardente, louca isto é agora,
Vulcão que vai crescendo hora por hora...
Ó meu amor, que imenso amor o meu!

MEU AMOR
De:
Florbela Espanca
Poesia Completa

sábado, novembro 15, 2003

UM ABRAÇO

Um abraço grande, grande, um beijo e um sorriso enorme!

E uma vontade imensa de estar contigo...

sexta-feira, novembro 14, 2003

PORQUE SIM…

Porque me apetece…


ESTRELAS
(Tenison Del Rey e Carlos Neto)


Do céu
Estão caindo as estrelas
Meu bem,você precisa vê-las
Brilhar

Enquanto o sol se põe
O mar devagarinho
Vai vazando e a flor
Recebe um passarinho
E o meu amor
Não sabe ser sózinho

Cadê você?

Os olhos seus
Precisam ter carinho
Com as coisas que Deus
Botou no seu caminho
Esses versos meus
As flores, os espinhos
Terra, fogo e ar

Os olhos seus
Precisam ter coragem
De olhar nos meus
Seguindo na viagem
A gente se dá bem
Brincando na paisagem
Entre o céu e o mar

Do céu
Estão caindo as estrelas
Meu bem,você precisa vê-las
Brilhar

Do céu, do céu
Estão caindo as estrelas
Meu bem,você precisa vê-las
Brilhar

Do céu
Estão caindo as estrelas
Meu bem,você precisa vê-las
Brilhar

quinta-feira, novembro 13, 2003

OCEANO

Há distâncias que não se diluem, que não se aproximam, nem com pontes.
Há distâncias que doem, que remoem, que nos irritam.

Há dias em que nos sentimos pequeninos, parvos e sós.
Há dias em que queríamos um teletransporte.
Só para ver.
Como é.
Como será.

Detesto distâncias, irrita-me o estares longe. Irrita!
Senti-te a falta, sim. Nem percebo porquê. Uma parvoíce, talvez. Não sei.
Gosto de me rir contigo, fazes-me bem.
Sinto-me bem.

Gosto da resposta pronta, do conselho amigo.
Gosto!
Gosto da atitude, da certeza, do ensinamento que às vezes transmites...

No fundo, no fundo, detesto o Atlântico. É azul, eu sei. Grande e bonito, eu sei.
Mas neste momento, detesto-o!

quarta-feira, novembro 12, 2003

PARABÉNS!!

O meu grande amigo Atípico, faz anos.

Parabéns João!!

Um abraço aqui do Encalhado!!

QUERIA TER-TE...

Queria ter-te.

Que fosses minha, que passasses tempo comigo, que não me faltasses, que me fizesses sorrir.

Queria estar ao teu lado, com vontade, feliz, que te completasse, que não te faltasse...
Queria poder ser eu, sem que sentisses falta de nada, queria olhar-te e ver-te feliz.

Tomara ser aquilo que pretendes. Saber dançar como deve de ser, saber manter-te, saber ter-te.

Quem me dera saber beijar-te, tocar-te, abraçar-te, sei lá...fazer-te feliz.
Sou um ignorante. Não sei nunca o que fazer, onde estar com as mãos.

Onde estiveres, estarei.
Onde chorares, chorarei.
Onde fores feliz, estarei.

Como sempre quis fazer e onde sempre quis estar.
Contigo.

terça-feira, novembro 11, 2003

HÁ MOMENTOS...

Há momentos de fúria, em que rasgamos uma foto ou uma carta, escrita por alguém que nos ama, que nos quer e a quem pertencemos...

Há momentos de raiva, em que nos sentimos atraiçoados, enganados, perdidos.

Há momentos de tristeza, em que nos apercebemos que afinal, não somos aquilo que alguém quer, e não conseguimos sê-lo...

Há momentos calmos, de sonho, em que passeamos e rimos, de mãos dadas.

Há momentos perdidos, por falta de tempo e desatenção...

Há momentos de choro, que nos limpam a alma.

Há momentos em que, olhamos para quem amamos e conseguimos amar ainda com mais força.

Há momentos de desilusão, em que descobrimos que os sentimentos afinal, não são eternos.

Mas não podemos esquecer nunca, aqueles breves segundos, em que voltamos a ser realmente felizes...

segunda-feira, novembro 10, 2003

E ENTÃO SURGISTE...

E então surgiste, pequenina, de olhos verdes e riso fácil.
Nem sei porquê, chamaste-me logo a atenção no meio daquela multidão.
- Nunca ninguém reparou em mim, antes...
Repetias tu, incessantemente. Como que a desculpares-te, de seres assim.

- Tens uns olhos lindos! – Repetia eu, a desculpar-me por te olhar tanto. E também por tantas vezes, evitar olhar-te.
Apetece proteger-te. Guardar-te. Tomar conta de ti. Sei lá. Apetece tudo!

Se pudesse, ficava a olhar sempre para os teus olhos, tão lindos, tão brilhantes, tão mexidos. Têm uma cor tão estranha, tão fora do normal, nem os sei descrever, mas fecho os olhos e vejos-os.

Gosto que te aninhes no meu peito. A pedir carinho. Gosto.
Ao mesmo tempo que pedes calor, dás-mo.
E são poucos os que conseguem fazer isso.

E não me canso de dizer:
- Tens uns olhos lindos!

sexta-feira, novembro 07, 2003

I JUST DON´T KNOW WHAT TO DO WITH MYSELF...

"I just don't know what to do with myself
I don't know what to do with myself
planning everything for two
doing everything with you
and now that we're through
I just don't know what to do

I just don't know what to do with myself
I don't know what to do with myself
movies only make me sad
parties make me feel as bad
cause I'm not with you
I just don't know what to do

like a summer rose
needs the sun and rain
I need your sweet love
to beat love away

well I don't know what to do with myself
just don't know what to do with myself
planning everything for two
doing everything with you
and now that we're through
I just don't know what to do

like a summer rose
needs the sun and rain
I need your sweet love
to beat love away

I just don't know what to do with myself
just don't know what to do with myself
just don't know what to do with myself
I don't know what to do with myself"

White Stripes

Há dias assim...

quinta-feira, novembro 06, 2003

PERDI-ME

Perdi-me. Em qualquer lado. Não sei onde. Não me lembro. Não estava em mim.
Perdi-me.
No meio da vida.

Não sei como aconteceu. Tinha tudo. Tinha planos, um passado, um presente, um futuro. Um sorriso, um olhar, um afago. Tinha carícias, tinha beijos, tinha tudo.
Mesmo assim, perdi-me.

De repente, de rajada, olhei paras as mãos e tinha nada.
Nem passado, nem presente, nem futuro.

Perdi-me e não me acho. Sobra-me a procura sôfrega de um presente e a esperança, num futuro.

O passado não me interessa.
Nada.
Eu aí, perdi-me.

quarta-feira, novembro 05, 2003

LAMENTOS...

Lamento...

Lamento que estejas longe, que não estejas aqui.
Lamento não ser aquilo que sempre quiseste.
Lamento ser apenas eu.

Lamento não ter sido aquilo que precisaste. A força que te dei não foi suficiente, o ombro que precisavas era mais largo.
Queria ser o teu sonho, o teu real, o teu tudo. Sou apenas eu. E isso é que me lixa.

Queria que fosses minha, que fosses feliz. Não consegui.

Falhei, nem sei porquê. Por tudo! Por nada...

O para sempre existe?
Tem de existir, só pode, não aceito outra realidade que não seja o sonho.
O meu sonho, de ter, amar e ser feliz!

Tens horas?
Ui, que tarde!
Vou a correr buscar o tempo.
Aquele precioso, em que sou feliz.

terça-feira, novembro 04, 2003

UM DIA FEIO

Um dia feio. Cinzento. Deprimente. Não me apetece estar aqui. Em casa.
Deixei-me cair na preguiça, na lanzeira, no quente. Apaguei-me.

Apetecia-me estar noutro sítio qualquer, não ser eu. Despir esta pele e ir de férias noutro corpo. Noutra vida. Ver o que outros vêem, o que outros sentem. Mudar por uns tempos a minha existência. E ser, por breves segundos, feliz outra vez. Só para lhe saborear o gosto uma vez mais. O gosto da felicidade. Mas, sendo outro, sê-lo-ia?

Apetece-me largar tudo e ir viver. Viajar, conhecer, rir, passear, ouvir o mar. O tempo passa tão depressa e nós sempre a correr atrás dele.
Cansei-me. Não corro atrás do tempo. Saboreio boas conversas, livros, numa calma que exaspera. Que às vezes sabe bem, mas que outras desespera.

Queria levantar-me todos os dias de sorriso nos lábios, ainda a saborear o beijo de outros lábios. Parece-me uma coisa tão simples, mas no fundo tão difícil de concretizar. Queria emoção sobre a razão, mas o que acontece é sempre o contrário.

Mais vale ser eu. Assim já sei o que quero, pelo menos. E também não era justo para o azarento que calhasse com a minha pele.

segunda-feira, novembro 03, 2003

A MULHER MAIS BONITA DO MUNDO

A D. Sofia, segue em passo apressado para a escola. Tem uma reunião de encarregados de educação, com a directora de turma do seu filho. Nada de especial. Saber como é que o puto vai nas aulas, se se porta bem, o normal dessas situações.

Chega e entra na sala onde se realizam essas sessões, já lá estão quase todos. A D. Sofia entra e percorre a sala à procura de um lugar, incomodada com tantos olhares sobre si.
- É por isto que eu não gosto de chegar atrasada. – Pensa ela, enquanto se senta numa das filas de trás.

Os nomes dos alunos vão passando, as notas também.
Há uns melhores, outros piores, uns bem comportados, outros nem por isso.
Até que, lhe chega aos ouvidos o nome do seu filho. Levanta o braço, mais uma vez, incomodada pelos olhos que se voltam para si.

- Muito bem. – Diz a directora de turma. - Antes de mais, deixe-me dizer-lhe que o seu filho tinha razão.
A D. Sofia, faz um ar intrigado:
- O meu filho?! Razão em quê?!
- Eu explico. Eu sou professora de Educação Visual, e geralmente peço-lhes um desenho para ter uma ideia do nível que eles têm no desenho. Pedi-lhes para desenharem a mãe. O seu filho, torceu-se, escrevinhou, apagou, rabiscou e finalmente, recusou-se a desenhá-la.
Perguntei-lhe porque se recusava e respondeu-me: “ Porque a minha mãe é bonita demais para eu a estragar num desenho! É a mulher mais bonita do mundo!”

Todos os presentes se riram, alguns com uma certa inveja, enquanto a D. Sofia corava de satisfação e orgulho. Agora, não se importava com os olhares de todos.
Feliz, nem ouviu as notas do resto dos miúdos. Já só pensava em chegar a casa e abraçar (muito, muito) aquele menino que com 11 anos, ainda a acha a mulher mais bonita do mundo.

domingo, novembro 02, 2003

AGRADECIMENTOS

Adoro cada um de vocês, sem vos conhecer.
Anseio conhecer-vos, saber quem são, porque vêm parar aqui, porque me lêem...

Eu aqui, não digo nada de nada, apenas, que me sinto encalhado, a ver passar a vida, devagar, mesmo tendo pressa em querer apenas o que queremos todos:

Ser feliz!

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