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segunda-feira, maio 31, 2004

SORRISOS, PALAVRAS E SENTIMENTO

Sinais do tempo, amigos. Hoje queremos tudo e à pressa.
Quere-se o imediato, o viver dia a dia, sem planos, como se o futuro não existisse.
O que hoje é verdade, amanhã é pura mentira...

Um exemplo:
Quantos de nós, homens e mulheres, aguentariam namoros à janela, com bilhetinho, sem beijos, sem carícias?

Só sorrisos, palavras e sentimento?!
Quantos?!


quinta-feira, maio 27, 2004

À DERIVA

Nunca vos aconteceu sentirem-se tristes e sem saberem porquê? Porque vos parece que remam à deriva. Sem saber para onde. Sem verem um caminho. Só água por todos os lados. Sem vislumbrar um pedacinho de terra que seja. Nada?

Só vos apetece-vos gritar. Chamar a atenção. Que vos dêm directrizes. Um mapa. Um caminho. Uma bússola. Por não conseguirem encontrar uma rota? Porque se perderam?
No entanto, não param de remar. Mesmo que seja para lugar nenhum. Só porque têm medo de ficar parados...

Nunca vos aconteceu?

quarta-feira, maio 26, 2004

PARABÉNS F.C. PORTO!

Os meu parabéns à equipa do F. C. Porto, por ter tornado os portugueses campeões da europa.

Por mais que isso lhes custe!
Deixem lá...neste momento,
TENHO ORGULHO DE SER PORTUGUÊS!

NOS SINAIS

Está quase sempre ali. O rapaz do acordeão, com um cão pequenino ao ombro, segurando um baldinho.
Passam o dia ali. De carro em carro, enquanto o sinal não fica verde. Nota-se que o cão está cansado e triste. Enfadado de estar em equilíbrio o dia inteiro com o baldinho na boca.
Sinal vermelho e percorrem a fila, tocando o acordeão, olhando para quem espera. Sinal verde e voltam para o passeio, para voltarem ao semáforo, ao início da fila.

Os olhos do miúdo esmagam. Negros e grandes, não têm uma ponta de brilho. Nada.
Se, como se diz, os olhos são o espelho da alma, este miúdo, não tem uma alegria há imenso tempo. Provavelmente, nunca teve. Se lhe dão dinheiro ou não, a reacção é a mesma. Silencioso, continua o seu caminho até ao carro seguinte.

Um dia, lembrei-me que tenho uma bola de futebol na mala do carro. Ele veio ter comigo como sempre e disse-lhe:
- Tenho uma coisa para ti.
Saí do carro e fui buscar-lhe a bola. Olhou-a. Abanou a cabeça e sorriu triste, enquanto me dizia:
- Não, senhor. Obrigado. Preciso de dinheiro. Eu não tenho tempo para jogar à bola...

Como se reage a isto?

segunda-feira, maio 24, 2004

GOSTEI...

No Estórias Minhas, da Marta li este post. E acho que tem toda a razão...

" Gosto de fotografia(s) porque:
- São sorrisos, olhares, jeitos, tons, formas, cores que vão ficar para sempre assim.
- É o mundo visto por mim.
- Consegue fazer com que o tempo pare num determinado momento, tornando-o eterno.
- São memórias em papel."

segunda-feira, maio 17, 2004

ODETE

Sentada está Odete. 55 anos. Profissão: Mãe.
Toda a vida viveu para quem pôs no mundo. Chorou lágrimas de dor e alegria, quando teve os seus rebentos.

Juntou, ao trabalho que tinha como secretária, o de costureira, para meter mais uns bocados de pão em casa. Para mais uns sapatos que se estragavam nos jogos de bola. Para aquele livro “que era mesmo preciso”, mesmo que depois, ficasse pendurado na secretária, aberto.

Acordava mais cedo, para lhes dar o pequeno almoço, para ver se iam como deve ser para a escola. Defendeu com a própria carne, as murraças e os pontapés que se destinavam a eles, quando o Gonçalves vinha um bocadinho mais torto, com tanto vinho.

Nunca ouviu um obrigado. Nem era preciso. Era sangue do seu sangue. Carne gerada de sua carne. Eram seus. Os seus meninos. Dois rapazes e uma rapariga. Todos com dois anos de diferença. A miúda a mais nova.

Hoje, deixa-se estar sentada. Sem nada que fazer. A rapariga está em França, bem casada, segundo dizem, mesmo que ela desconfie daquela tez vermelhusca do genro. O do meio, está nos “States” como ele diz, a tentar fazer pela vida.

E lembra-se do seu menino. Da sua primeira dor. Daquele espinho que ainda a faz chorar. O António. O rebelde. O mais raçudo. O mais doido, aquele que a fazia rir. O mais velho. O que a ajudava a amparar os golpes do Gonçalves contra os outros. O que lhe ia todas as manhãs buscar o pão e o leite. O seu menino. Tem saudades dele. Da sua boa disposição. Daquele encanto que ele tinha. Tão alegre.

O António, conheceu uma rapariguita. Muito direita. Muito séria. Demais, parecia-lhe. Ele sempre de volta dela, a brincar, a tentar fazer com que ela deixasse aquele ar de enfado. Namoraram dois anos. Até que ela lhe fez a desfeita de engravidar de outro. Ao mesmo tempo que lhe partia o coração. Mesmo assim, nunca perdeu o sorriso. A boa disposição estava sempre com ele. Onde estava, ouviam-se sempre gargalhadas. Nem parecia que sofria.

Nunca mais se esquece aquela visão de ver o seu menino, de bruços, no chão com os pulsos em sangue. Parecia-lhe impossível. Ele andava sempre tão contente. Fê-lo sem um aviso, sem ter mostrado nada do que sentia realmente. Fez-lhe uma coisa destas assim, de repente.

Dizia na carta que não tivessem pena, que morria feliz. Por ser de amor...

Sentada está Odete. 55 anos. Profissão: Mãe.
Toda a vida viveu para quem pôs no mundo. Chorou lágrimas de dor e alegria, quando teve os seus rebentos. Agora chora de saudades por um filho que o amor tirou...

terça-feira, maio 11, 2004

BANDAS SONORAS

Apanhei esta no Old Man, aquando da despedida da 100Nada.

Ouvi-a e não me sai da cabeça...

SING FOR ABSOLUTION

Lips are turning blue
A kiss that can't renew
I only dream of you
My beautiful

Tip toe to your room
A starlight in the gloom
I only dream of you
And you never knew

Sing for absolution
I will be singing
And falling from your grace
ooh

There's no where left to hide
In no one to confide
The truth burns deep inside
And will never die

Lips are turning blue
A kiss that can't renew
I only dream of you
My beautiful

Sing for absolution
I will be singing
Falling from your grace

Sing for absolution
I will be singing
Falling from your grace

yeah

Now wrongs remain unrectified
And our souls won't be exhumed.

A ouvir...

sexta-feira, maio 07, 2004

HOJE...

...o dia acordou-me a brilhar.

Eu dei-lhe a mão e brilhei com ele...

quinta-feira, maio 06, 2004

TRISTEZA

É isso que se lhe agarra ao peito. Que não o deixa dormir. Que o faz ficar indolente, quieto, sem reacção. Só apetece esconder-se de tudo, de todos. Esperar que esta trovoada passe, que o sol volte de novo a brilhar.

Não tem fome, nem apetite. Não sente sabores, nem cheiros. Tudo à volta não passa de um clarão de luz. Indefinido. E ele, nem se mexe. Queda-se. Mudo. Não lhe apetece ouvir, nem falar. Não há vontade de nada, a não ser esperar uma nova manhã, de um novo dia.

Encolhe-se então no seu cantinho, senta-se e espera. Trouxe cerveja e uma ganza, já enrolada. Para se distrair e rir das merdas das novelas que não vai ver...

HOJE...

...o dia acordou-me a chorar.

Eu abracei-o com força e chorei com ele...

quarta-feira, maio 05, 2004

UM HOMEM NÃO CHORA

Encostado a uma parede. Um homem contava e brincava com umas pedrinhas que tinha na mão. Sentia-lhes a aspereza.
Levantou uma das pernas contra a parede. Ergueu a cabeça, olhou o azul do céu e sentiu o calor do sol bater-lhe na cara.

Puxou de um cigarro e saboreou-o, lentamente. Olhando para nada, enquanto na mão esquerda balançava as pedrinhas.
Mordeu um lábio. Com força. Até doer. Para ver se essa dor se sobrepunha à que sentia na garganta. Mordeu-se durante muito tempo.

Finalmente, tirou o pé da parede, endireitou-se. Mandou a beata fora. As pedrinhas, deixou-as cair. Meteu as mãos nos bolsos e caminhou rua abaixo.
Aliviado. Contente.

Porque um homem não chora. Um homem sente.

segunda-feira, maio 03, 2004

HÁ DIAS...

Em que tudo parece perfeito e corre sempre tudo bem.

Hoje, não é um dia desses...

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