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sábado, setembro 04, 2004

UM FINAL...

Ico, é como se chama. Um diminutivo de José Francisco. Um amigo. Daqueles fiéis. Daqueles a sério. Daqueles que dói perder...
E, mesmo não acreditando ainda, perdi-o.
Na puta da madrugada de dia 2, com a merda de um problema cardíaco.
Tinha apenas 32 anos. Era casado, com dois filhos. Um de 6 e um de 2.

Compincha, amigo de toda a gente. Era conhecido dos 2 aos 90 anos, em Barrancos. Companheiro incansável de horas e dias de diversão, trabalho, alegrias e tristezas.
Uma figura incontornável na vila.
Juro que ainda me espanto por não terem dado a notícia na TV.
Silenciou toda uma vila, todo um povo e muitas gerações. A dor foi de nós todos. Miúdos e graúdos.

Era um bem disposto, sempre alegre, sempre a rir. Não se lhe conhece um único inimigo.
Um mouro de trabalho. Tinha acabado de concluir a sua casa, enorme, bonita. O seu orgulho, o seu sonho. Mas tinha sempre tempo para os amigos.
Nas festas, o peditório parou e entraram os festeiros todos dentro da sua nova casa, com a Santinha e a todos deu de comer e de beber.

São situações destas que nos fazem pensar: Para quê o esforço? Foda-se!
Um gajo nasce nú e daqui só leva um fato.
Para quê discussões, chatices, inimizades, maldades, invejas, egoísmos?
Não ganhamos nada com isso. Fica cá tudo...

O que me dói é que perdemos todos um ser espectacular. Um dos bons. Sabem?!
Um amigo.
E esta homenagem que lhe presto, não é nem um milésimo de avo daquilo que ele realmente merece. É apenas uma tentativa de o tornar imortal. Porque a minha recordação só, não me chega...

Já tenho saudades, Ico!

UM RETORNO

Voltei de férias. Acabou-se a papa doce, como se diz. Segunda-feira volto ao trabalho...E volto aqui...

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